Tudo Certo, Nada Resolvido
Apesar do cessar-fogo de Trump, o fluxo no Estreito de Hormuz ainda está travado. É exatamente como o meu joelho. No papel, a decisão já foi tomada — a paz com a família está assinada, a mudança, feita.
Somente o fluxo físico ainda não voltou. O joelho esquerdo dói, inflamado, e me lembra que o corpo tem seu próprio tempo, suas próprias rotas bloqueadas.
Assim como o mercado espera a normalização do Estreito para respirar, eu espero o clique de amanhã para que essa inflamação — meu prêmio de risco pessoal — comece a ceder.
O corpo só vai relaxar quando o tráfego da vida voltar ao normal.
Leio que, com inflação subindo e juros estáveis, o juro real cai — e isso beneficia o Bitcoin.
Minha versão: o juro real da minha vida em Jaú era alto. Eu pagava caro demais, em solidão e fofoca, para manter aquele capital.
No Rio, mesmo com o aperto financeiro do começo, o rendimento humano é outro.
Estar com os netos, ter o estúdio, começar a escrever de novo — isso faz qualquer custo valer a pena. Estou fazendo uma alocação de ativos emocionais. E essa, nenhum banco me devolve.
Instituições como a MicroStrategy, compraram Bitcoin no momento de maior estresse geopolítico. Ao som dos canhões.
E eu estou assinando contrato de uma casa duplex para montar uma estrutura nova de vida bem no meio do ruído familiar.
Inventário, luto, o som dos canhões do passado. Não esperei a poeira baixar para agir. Estou comprando minha liberdade enquanto ainda atiram.
Isso é mente institucional. Foco no longo prazo. A volatilidade do curto prazo, a gente ignora.
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